aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 2 de março de 2012

a ferida que sarava

 

No território de onde estranhavas
o teu símbolo surgiu, formado
pela sombra das sobras de si,
apontavas o que era de um habitat
Inútil,
revigorado, pronto para me assoprar
fazer sumir

No terrível aglomerado terreiro
a tua deselegância passeava
pensava em ser desfile de araras
mas era corvo em ser rude
em agredir a ferida que sarava

Por que massacrar o passado
mais passado e esquecido que o nosso?
por que lembrar mal lembrado
a única tristeza que nos separou?
por que não soprar com pólen
estraçalhar  e deixar sumir?
por que não notar a única felicidade
que nos uniu durante tempos?
por que não dizer nada e cuspir
com os olhos o prato que comeu?

Não se esqueça que um dia
também me amou,
sentiu saudade!
- chorou -
sem nenhuma
maldade

Um comentário:

Teresinha Ferreira disse...

Olá,
Como vai?
No dia 09 vou citar seu blog na minha postagem.
Tudo de bom.
www.democratizacaodamoda.blogspot.com