aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bem maior - parte II


Volúpia da tua voz
soando o veroz sim
singela em seduzir
apenas seduzindo a mim

a obviedade te ocultou do horário
do certo de uma rotina
explicitando o escuro 
de quem não achava uma a outra

que não vinha e não via
que não escutava e não cuspia
a oralidade do amor tátil 
sobre cada toque de uma chegada

Deusa, hoje o dia
Deusa, amanha a noite
Deusa, depois os corpos
em ternos turnos profundos
que não se desgrudarão mais

Deusa, tudo é tão bem maior
tal qual qualquer migalha a ser mendigada
Deusa, tudo é tal qual
uma breve comparação
de tal como é
tal como foi
tal quanto é maior
o tal do nosso amor....

4 comentários:

Anônimo disse...

escreves bem!
pena que já ta "taxada" de guampuda!

Juliani disse...

Ridículo esse comentário...quem me dera além de guampuda também ser poeta...escrever bem é pouco, pra escrever desta forma não basta uma alma atormentada, mas uma alma apaixonada...e não apenas por outro ser...mas por viver. Parabéns, Camila, por tua escrita, tua força, teu amor...Eu me apaixonei por uma história que poderia ser, mas não tenho a força necessária para acabar com uma história que está sendo...com histórias que estão sendo..." sei que tudo é tão estranho
mas o meu amor é bem maior
que quaisquer “estranhice”
fazendo-te refletir o quanto é maior valiosos
ir em frente pelos nossos três anos
do que desfrutar um eu te amo de duas
semanas…". Você tem a sua razão, e eu, a minha (des)razão..."nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz, teremos coisas bonitas pra contar..." Parabéns pelo blog,pelo livro..."morri...mas não por ti." rsrsr... e ao contrario do idiota acima, já sou anônima o suficiente pra me esconder ainda mais.

Juliani

Anônimo disse...

Pobre Anônimo...
Continue lambendo os dedos com sua inveja...
É o que lhes resta, anonimato, covardia e pouco prazer;
Pobre anônimo...
siga com seu Ofício Decadente, porque daí...levanta mais nada!
Rose

Camila Jornada "Análise do ser" disse...

Ora, ora...
Teu anonimato é tão fajuto que me fez esquecer os teus breves pseudônimos. É tão banal que deixou de enriquecer minha memória... E por fim, não lembrando uma resposta da qual eu merecia, talvez porque não mereças me fazer pensar pra escrever um poema ao teu nível, ao alcance dos pulos dos teus insetos que não tem culpa!
Ora, ora...
Se escrevo bem, anônimo conhecido, tenhas a certeza que é pelo fato de eu escrever com amor, com a ALMA!

UM CORAÇÃO MACIO NÃO SE ESCONDE NA FRENTE DO NADA. UM CORAÇÃO DE PEDRA, POR MAIS SANGUE E NERVOS QUE TENHA, PERDE SEU TEMPO EM BURACOS NEGROS NUMA ILUSÃO DE QUE SERÁS PRA SEMPRE IMORTALIZADO E CONHECIDO COMO NINGUÉM!