aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 18 de abril de 2013

dualidade na tua cegueira


a dualidade que te cegas
balança-te na tua corda bamba
caindo entre duas pessoas
de um lado: olhos fechados
de outro: o coração ardido

que a cegueira permita a cura
entre o bem e o mal
de quem irá
voltar a enxergar um dia

que a dor de fechá-los
não vede as lágrimas
deixe-os suaves
que a dor que escorre
possui vida própria

que a ferida não seja ferida
que os cortes não sejam corteses
a faca que se abre
não arrebenta
ela destrói qualquer pele osso.

que as pessoas continuem rezando
mas, por favor,
não prometam o destino
porque somos nós o miolo das escolhas
e por favor também,
sem consolos,
apenas com ternos abraços
porque quando alguém morre
o luto encarna
e o universo e reza e chora
porque quando alguém morre
o luto se é vivido
e a vida segue de outra forma...

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