aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 14 de setembro de 2013

então, toma...



E como de costume para não perder as estribeiras, mais do que a própria hora de me deixar, mais uma vez, escrever: Amor, milionésimas vezes amor...




Amor,

Se me escondesse por um milésimo

Ou todo o prol da vida,

Ela sim que seria má

A sincera idade que te fez até aqui

Sendo ela que não me deixou apenas ir mais

De mim, amor

Sumir



Amor,

Aconteceu porque é a vida

Sendo ela a que segue

Ou amor,

Aconteceu porque seguimos na mesma?



Amor,

Um olhar pra trás fez pensar na tua perda

Não que deixaste de ganhar

Foi o momento que não nos desprendeu

Mais uma vez, amor.



Amor,

Estás tão quente ao meu lado

Prometi não lembrar

E como faço pra te agradecer?

Se não na mesma sinceridade

Do quanto, eu sei

O quanto, fiquei triste

No instante, mas em não

Querer nos deixar a sós...



E mais uma vez.

Mais outra e aquela mais.

Só mais um pouquinho e agora podes ir.

Ide. Ide. Ide.



Eu é que não entendia, mas não mesmo: eu não quis!

Se era pra não querer,

Se era a hora de não mais decidir

Não.

Eu não sabia decidir

Apenas aprendi a te escolher.



Entre tantos rasgos de bem-me-quer

Mal-me-quer

Ficamos no quer, quer, quer

Aos cais do bem e do mal,

Querida, queremos!



Fiz o momento sem considerar

Num descarte de todos os ais que a vida me doeu.



Se é que tive de ficar triste,

Não saberia fazer a tristeza.



Não sei se era lágrima

Ou o instante que não havia de ser triste.



Sabia que um dia, era

Passaria, dela

Sem ao menos trepidar nada.



Mas aquilo não deveria ser de algum dia,

Amava-te naquele fortuito, apenas nele

A certeza era aquilo

E a ti já não me surpreendia mais.



Por assim,

Aguardei, conservei-te o amor

E a reza de que deveria voltar a ser

De quem sempre foi.








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