aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

amor erótico



E naquela noite, do escuro veio a luz
Dos teus toques, veio o entrelaço

Em cada aperto entre nossos peitos vão
Éramos um vestido com sua roda dentada,
E eu resmungava na tua boca ardida: que beijo bom!

Detrás do pano, abraçava-me amorosa e doida
Deixou-me desaparecer por detrás deste
E sumir a língua quente em meu pescoço

Beijava-me sem destino para sentir o que se batia
A pulsação e o sangue e a fome,
Comiam-se entre subterfúgios que nos cabiam em frio
a cada mordida, eu respondia os calafrios…
E gente foi amando e nem sabíamos mais
Uma fome de um petisco amoroso?
Uma sede de uma sensualidade salgada?
Uma gula da loucura das duas?
Das 3h, de quatro…
1/4

Quis-me tão rápida que vi a morte breve.
Que na verdade, nem era uma despedida
Um jeito de achar pretexto para mais uma
Última vez.

Não consegui tê-la bem devagarzinho
Pra não te comer com meras fatias
Quis te ingerir por inteira…
Todo meu tesão de uma só vez.
Sem sobrar fôlego pra não pensar

Em como seria só mais uma…

Um comentário:

Anônimo disse...

Que delícia de texto...