aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sexta-feira, 15 de maio de 2015

É aos poucos que a vida vai dando certo!


Escrevo uma carta de despedida, a missão tão bem formalizada para esse pronunciamento final. De agora, as flores amarelas não enraízam a terra que não é mais firme. Essa carta está impregnada de formol, para que o papel não amarele e que possamos lembrar essas palavras que eu escrevo e que você lê - agora - para o resto de nossas gerações universais. 

Nossas almas agora - bem abraçadas e todo aprendizado já concluído, já finalizado. Nada mais seria experiência e tampouco expectativa de vida, de vidas, de amor. Restou-me dizer que não, apenas não. Olhando teus olhos claros, tive a percepção de que eles deveriam flamejar outros horizontes - longe da minha visão de mundo e desejos - 

Aí, de repente, caio num sistema solar e o corpo principia um derretimento do sangue, onde tudo pega fogo, a dor da perda de quem - uma época - era amor, foi amor. O coração já em cinzas, uma cor avermelhada respinga entre as intrínsecas artérias da arte, do miocárdio, do fim!




Um comentário:

Anônimo disse...

Poxa que triste fim...