aos dias de pôr, próxima aos do nascer

terça-feira, 19 de maio de 2015

Eu fingi que ouvi..e deu certo!

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Tá bem!

Tá bem!

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...tuas deliciosas coxas sabor baunilha. É desse jeito que mereço ser entregue. Igual a parafusos bem rosqueados, bem arrimes. Um travesseiro pode tudo isso? Não, Oliveira. Ele não deve ser usado desta forma. Desviar sua finalidade seria injustiça frente às pessoas que o fabricaram. São tuas formas preenchidas e arribadas que deitam meu pescoço, minha cabeça, minhas intimidades mais insanas. Oliveira já viajou o México, a Paris, a Irlanda – Dublin! Dã blin em mim! Mexi comigo! Pa ri, Pa gozar em teu casulo mais penumbres! 


Oliveira viaja em mim – agora – mapeia meu estandarte corpóreo. Sua língua poliglota dialoga várias traduções diferentes. Diz palavras soltas que não interpreto, apenas sinto que gosto as coisas que diz com conhecimento. Oliveira, seria capaz de identificar a biodiversidade que transmuta este ser? Qual espécie lhe fartaria agora? Peço arrego às camomilas e um chá bem macerado delas. Com meus dedos lambuzados, quero deitar em teu espaço e adorar estrelas. Matou-me de amor, de cansaço, de penetrações tão bem dedilhadas. Meu Oliveira, quantas imaginações aguardam a realidade. És uma alteza que 'faraó' em breve…


Estávamos Ali,
papeando
o bom vinho
dialogando
a taça
indo e vindo

Ela me olhou
e disse:
Mais um gole?
eu fingi que ouvi:
"me console"
... e transamos!



Um comentário:

Anônimo disse...

Me console, então, dear.