aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Minhas considerações finais e Ponto.

Considerações finais do último abraço que fiz. Por mais que não quisesse sentir a última vez, por menor que fosse o abraço, os braços nos envolveram num abraço alongado e o último encontro restou mais nenhum outro. Quando penso em chorar, abraço-me com a felicidade que me fez sorrir. 

O abraço da nossa última vez... Considerações finais e ponto!




ALGUNS trechos da última:

Um abraço, um abranjo que recebi depois da última vez que me abraçou também. Sinto, meu amor, a última vez que deveríamos nos arrendar. Esse que auferi quando passou segundos da meia-noite, amei. Senti o corpo duas vezes, compreendi-me num aperto confortável de que além do abraço nada mais seria próximo. Foi o que deveríamos nos oferecer desde o primeiro encontro. Mas não. Aproximamos as bocas e toques mais sutis. 


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Um abraço que retomou os meus espectros da física quântica. Os elétrons incendiaram o nível máximo da felicidade. Abracei desprovida do medo de sofrer depois. Fiz pelo fato de amar o que constitui e representa meu Ser. Dar e receber amor, amar. Enfim, diante de todas as orquídeas e frutas dos cosmos, amei beijar a constituição da tua vida, da alma de um ser que nem eu. Igual a mim.


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Desejo todos os abraços mais sentidos e confortáveis que a vida possa lhe presentear. Desejo um desejo mais desejado que a ti faça sentir. Desejo o abraço mais formidável além da dádiva que sentiu em me abraçar. Desejo que alguém lhe abrace em todos os momentos que carecer. Desejo que um ser consiga te fazer feliz além do jeito que eu consegui te fazer. Desejo-lhe a vida das folhagens, das plantas que produzem frutos, dos animais que ousam te preencher. Desejo alguém acima das coisas que não consegui fazer, que não consegui conquistar, que não consegui nascer ao mesmo tempo que você, que não consegui acertar os tempos desiguais para igualar nossas formas de ter.



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Por último, aquele abraço da última vez. O mais demorado com um propósito: de não mais nos esquecer. Neste momento, abraço palavras que jamais esquecerei de ler, de escrever, por ti, meu amor, poetar pra aproximar teu ser.

Eu quis tanto teu amor, tantas coisas. 'Os' cosmos afastaram os encontros, mas seguirei o próximo livro em imaginações férteis de realizar tudo que não pude te satisfazer. 

 

Um comentário:

Erica Cristina disse...

Magnifico teu blog Camila, impossivel não ficar por aqui lendo. E já estou seguindo.
Estou começando um novo blog te convido a ir me visitar e se curtir me segue.
Forte abraço!
Érica
http://agoraeahorademudar.blogspot.com.br/