aos dias de pôr, próxima aos do nascer

sábado, 6 de junho de 2015

A origem da vida

A origem da vida

Principia aqui, outro lado de uma vida. Não que eu já esteja em despedida do presente, mas com uma breve fiúza de que as Faces e os Retalhos já me abonaram sustância para as suas dispensadas. O que dispenso é o passado.

O fluxo sanguíneo já alimentou o tecido do miocárdio. O equilíbrio dos movimentos de sístole e diástole já equalizaram as tantas faces de apenas um Ser.


Agora, basta. Revogou. E quando acaba, finaliza o quê? O que tinha de mostrar, já deu. O coração que tinha de ser costurado: arrematou. A Face que tinha de ser curada: cicatrizou. Os dois corpos paralelos já dialogaram frente a frente. A conversa já foi conversada. O dito, já ditado. Nada mais viverá por repetições. 

A promessa, muito antes, já havia sido rompida e o universo só dizia: parem tudo! Parar de sofrer, parar de parodiar o segundo que transmutava e a pipa avoada. Parar de esgotar cada ofensa jogada na imundice de um ódio a dois. Parar com a ficção e viver a coisa. Parar, apenas acuar.


Os corpos eram envolvidos por vontades impróprias: pensamentos confusos provenientes do medo e orgulho. Mas com todo o coração de pedra, sólido e decidido em toda e qualquer dúvida daquele momento, decisão conclusiva de que naquela vida, só possuía uma opção: terminar uma vida de cada vez. Se um dia seguir, jamais neste mundo. Se um dia parar, que seja neste instante. O rio acalmou, uma certa chuva. Ontem, nenhuma correnteza balançou seu fluxo. A água morreu, o vento não trouxe... Ele levou. Levou embora a água dali de cima da terra. A fonte secou.

Os corpos já foram embalsamados num véu de pano poá. O “Agora” entre releituras de apenas um ângulo, uma explicação, um momento – preparado e despreparado, junto e desajustado. De uma ou duas ou três pessoas ou 69 humanos.



Foi deste lado, um sentido: as faces; o outro: os retalhos. O curso não deve ser muito desigual. O rio acima de todas as terras da Terra, mistura suas próprias correntezas. O leito foi desviado? Na natureza: nada se cria, nada se perde. Não é, Lavoisier? O amor também se transforma em almas iguais. 

A Origem das espécies...

3 comentários:

Anônimo disse...

Acho que fiz um entendimento. Mas o oculto ainda vive... Como sempre fez " palavras misteriosas"

Anônimo disse...

Sim...o amor TB se transforma em almas iguais...ou o (des)amor acaba por fazer com que elas se encontrem...eu e a minha eterna mania de tentar interpretar o que não tem explicação...

Anônimo disse...

E agora, depois de sua "inexistência", o que foi surreal, mais um recomeço... Metamorfoses de Camila camaleão...belas palavras para voltar a ser.