aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 1 de julho de 2015

vi, voltei, vaguei.


Sim, o amor é breve.

a vida mais ainda
há vida
ávida
vivendo
não viu?
ah, voou vápida 
vou vindo,viu?
vi, voltei, vaguei. 
Vorri! 

o amor é brega
breve é o amor
não precisa amar
pra estar na bosta
a moda é uma crosta
La costa ou coste
pqp, foste


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amor,
dar-te-ei um romã
aquele “maor”
que puder plantar
o antiquado,
porque de coisas modernas
as fruteiras estão amadurecidas

Dar-te-ei no pé!
um romã da terra - escura
semente nua e crua
 infrutescência 
da romãzeira!

D-e-i

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5 comentários:

Anônimo disse...

Bukowski lembra muito a tua personalidade. O jeito que a poeta senta para descrever um rosto, acende um cigarro e encosta a boca na taça de vinho.

Anônimo disse...

A POETA é assim, ela É ASSIM. Certa vez pensei que a produção literária da POETA só funcionasse debaixo do vinho e tragadas. Tive a oportunidade de vê-la derramando poesia de forma totalmente sóbria. Foi um momento ímpar pra mim, pois o tabu da POETA foi quebrado.

Anônimo disse...

A poeta só vive de vivências, escreve de vivências e ainda vai morrer bucólica e de vivências...

Anônimo disse...

Marília de Dirceu...

Anônimo disse...

Não, não, Maria Madalena mesmo.