aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

o que passou não passou.


Tirei os calçados, lavei o rosto
já é tarde,
o suor cedeu e eu perdi tudo
tantos dias como o de hoje
Um dia, lava-se o rosto
o gosto é desgosto
das escolhas, das coisas,
dos homens, das mulheres


---


noutro, o amor não gasta
tampouco desgasta
sempre é tão pouco,
O amor,
é tão pouco
é amor mesmo que ele mesmo
não se basta!
eu gosto de usar o B de bosta.

Amor pouco não é nada.
Amor pouco nem ele
merece. 


--




Um dia, não mais te amarei
tu sabes, sabes bem
amar-te-ei no dia de ontem
nos cafés passados,
nos sorrisos amarelados
no bolor do pão
na vida embolorada
que a gente comeu.


--

Não mais amarei
tu sabes, meu bem
meu bem,
que és tu que sabe
que amar não ei

--

Um dia entenderás,
quando tirar os calçados
que alívio dará.



Ou será esse Um dia, o dia de amanhã?

meu amor,
será o dia em que jamais
darei um passo
para trás
que jamais pensarei
em sumir da vida. 




Eu te amo!
em café passado que não passou
em sorriso amarelo que não abordou ao amarelejo
no passado apenas para contar nossas histórias
aos filhos, aos netos
às nuvens.



Eu te amo!
pra não dizer que um dia eu te amei,
então, logo, digo

que eu te amo!



ah, mas como eu amei
ainda te amando,
como pode?
ser o transcorrido e tempo presente


como pode?
é sintonia, amor
assim que tomamos um café
já passamos outro.

6 comentários:

Anônimo disse...

Uma perfeita contradição!

Anônimo disse...

Eu entendi e gostei mesmo. Que ele será o teu passado pela história a dois e será também o presente, o hoje.

Anônimo disse...

O café passado que não é passado.
Divino!

Anônimo disse...

É... até parece!

Anônimo disse...

hahaha...sim.

Anônimo disse...

Pq ainda não vi o fim de tudo isso?? Eu por aqui hj? Deve ser a falta..só mais uma saudade.