aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Ela uiva, ela é loba.

Sua lombar é o dorso cheio de pétalas
minha boca sente o cheiro
encosto o lábio na tua costa
beijo por detrás, tuas costas
derme perfumada, relva boa
pele macia, desliza a palma 
da minha língua.



dentro das noites e corpo
perdão por te querer por toda
por toda cousa, toda hora, dia
por toda a minha vida, perdão
por te querer na rua, na casa
no amor e na cama.



dentro de ti e alma
perdão por te ocupar toda
a tua mão loba, uiva meu ouvido
e quando te escuto, 
meu corpo só escuta teu nome
e a minha boca, converte-se em tudo. 

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa,
poeta!
aplausos!

Anônimo disse...

Parabéns minha cara,
Aplausos ao triunfo das Lobas em sua vida, à todas experiências sanas, insanas e o acolher uivado seguro a ti;
és honrada com a força do suspiro da Loba, que seguirá teus passos no faro do cuidado... a ti, infinito protegido!
ótimo poema!