aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

o poema que cheira

Pensando em ti
viajo de trem na brisa leve que leva
ao teu olho
no olhar que ele mesmo me cega
de amores por ir

eterna mente
uma passageira vaga num
vagão sem terminar



tu me faz. fazes, fases
da poesia mais cool
bool
mais assim de se viver
por detrás da letra feita no papel
de registros 

quem lê vê a letra
sinto como escrevi, eu

como se fosse a leitura
dinâmica num poema
em que os meus olhos espuem cheiro
de íris apaixonada 



um poema que exala 
o jeito de fazer o grafite, mais amor
a fragrância perfume de nós
mais vida da minha vida,
um frasco sem tampa de liberdade


e assim que alguém ler
assim também algum vai apenas soletrar
o B a BÁ
e eu já babando.
B a BADA. 



2 comentários:

Anônimo disse...

O cheiro que cheira prazer.
Adorei!

Anônimo disse...

um frasco com tampa de liberdade, isso é muito bonito!
copiei.