aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ela...é ela...

Caiu dentro da nuvem e voou o céu
quedou lá de cima, na partícula gota
lavando a molécula água
descendo com mm dezoito,
quando a tempestade choveu


desabou
desaguou
dissolveu dentro do beijo um outro melhor
e o que cabe a mim descrever
engasgo e sai lhufas da minha falta de ar 
das palavras que não saem quando fica o boca a boca
do silêncio que tu mesma não escuta quando fica o último beijo
a primeira vez que aproximou
tá até agora perto

as coisas que produzo, a ti penso pra fazer
caso não leias na íntegra, publique-se dentro do espectro ser
e o  meu não dito, nem análise de discurso 
e tampouco  o suco tampico pra tomar uma saliva
e no quarto encontro dizer: quero você!
pra quê?



pra tê-la nesse mês dez!
pra casar, pra vida,
pro mundo ser feliz e gozar!


Eu tenho responsabilidade diante daquilo que escrevo e digo.
Por isso, o meu silêncio é não dito
e a poesia, uma lira que acalma a palha fina que há entre as faíscas do meu sangue.
Eu fervo!
Eu me demito!
Eu não sei o que vou querer,
imagina saber querer
sendo que já quero morrer de amor.
já morro.

2 comentários:

Anônimo disse...

E eu morro junto com tuas palavras que me enlouquecem... Êxtase.

Anônimo disse...

Ela é ela??