ela...é ela...
Caiu dentro da nuvem e voou o céu
quedou lá de cima, na partícula gota
lavando a molécula água
descendo com mm dezoito,
quando a tempestade choveu

desabou
desaguou
dissolveu dentro do beijo um outro melhor
e o que cabe a mim descrever
engasgo e sai lhufas da minha falta de ar
das palavras que não saem quando fica o boca a boca
do silêncio que tu mesma não escuta quando fica o último beijo
a primeira vez que aproximou
tá até agora perto
as coisas que produzo, a ti penso pra fazer
caso não leias na íntegra, publique-se dentro do espectro ser
e o meu não dito, nem análise de discurso
e tampouco o suco tampico pra tomar uma saliva
e no quarto encontro dizer: quero você!
pra quê?
pra tê-la nesse mês dez!
pra casar, pra vida,
pro mundo ser feliz e gozar!
Eu tenho responsabilidade diante daquilo que escrevo e digo.
Por isso, o meu silêncio é não dito
e a poesia, uma lira que acalma a palha fina que há entre as faíscas do meu sangue.
Eu fervo!
Eu me demito!
Eu não sei o que vou querer,
imagina saber querer
sendo que já quero morrer de amor.
já morro.
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