aos dias de pôr, próxima aos do nascer

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pôs a mão sobre meu ombro


...
Sirvo à vontade das tuas mãos
que me oferta presságios
escoro entre os dedos o lambuzo
no abuso de tamanho anseio
ajusto a palma no meio,
os seios

A tua outra molha entre as piruetas
da minha boca perversa
escalda, mais tarde, pelo meu lábio
que escapa uma baba, o fluído

Acalma-te, será mais tarde
a calda que borbulharás as minhas tiradas!



Teus lábios letárgicos bastam
para que um beijo, um dedo dele
a gota, em toque
a água, em gozo
façam-me estremecer o corpo inteiro.

Palmas! Quero palmas!
na elegância para não se perder o cuidado.
Palmas, palmas...
o teu amor, o corpo, a pele, o cheiro.
Palmas!

O dia em que se encostou a mim,
franzi, encrespei, arrepiei...
e hoje não sei o que é ser morna.

Palmas!




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