aos dias de pôr, próxima aos do nascer

segunda-feira, 21 de março de 2011

Forte, do fim

Sabor era o gosto que detinham nossas carnes
Forte era nossa madrugada
Mesmo de roupa a gente fazia amor
Apenas trocando orgasmos por uma mesma
Ambição: a de estarmos juntas

 
Forte, foram nossos beijos
Que mesmo escassos eram
Nutridos pela cafeína da nossa dignidade
A nossa
Circulação: eram os nossos líquidos
E a troca de sangue
Talvez fosse a cumplicidade
De sofrer pela mesma causa:
Nosso amor proibido


Forte, criatura
O teu silêncio carregou
As vezes que deixei de
Pronunciar um pouco mais de
Palavras verdadeiras
Um pouco mais de fidelidade...

3 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Viver um amor proibido, faz sofrer, mas também os momentos de encontro, tornam-se pelo de prazer.
Bjux

SolBarreto disse...

Nossa Camila!
Lindo demais esse poema e como combina comigo!!

k2L disse...

"mesmo de roupa a gente fazia amor"
nossa... simplesmente perfeito essa passagem
o texto todo é muito lindo e envolvente.
adorei
beijao e forte abraço